quarta-feira, janeiro 21, 2026

Produtores de eventos de Cuiabá se revoltam com Decreto do Prefeito Emanuel Pinheiro

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Da Redação Extra MT News

Após o anúncio do prefeito Emanuel Pinheiro na noite de ontem (1º), durante live no Facebook, a Prefeitura de Cuiabá publicou, nesta quarta-feira (2), o decreto nº 8.946/2022, que limita para 30% a capacidade dos ambientes a realização dos eventos esportivos e artísticos em estádios e ginásios, eventos religiosos (excetuando missas e cultos realizados ordinariamente) e aqueles realizados em espaços e casas de shows.

O decreto estipula que para acessar e permanecer nos eventos citados será necessário apresentar comprovante de imunização contra a Covid-19 com a segunda dose ou dose única.

Além disso, deverão ser observadas rigorosamente as medidas de biossegurança, já anteriormente determinadas no âmbito municipal, sob pena de aplicação das penalidades legais cabíveis.

No caso das missas e cultos realizados ordinariamente, fica mantida a necessidade de observância das medidas de biossegurança, com distanciamento, uso de máscara e disponibilização de álcool para higienização das mãos.

REVOLTA DOS PRODUTORES

Alguns empresários do ramo do entretenimento manifestaram revolta em suas redes sociais.

O empresário Rodrigo Silveira que realiza eventos em Cuiabá, afirmou que o segmento é o mais injustiçado e o mais prejudicado com esses decretos, e não poupou críticas ao Prefeito Emanuel Pinheiro:

“Senhor Prefeito Emanuel Pinheiro, com uma canetada o senhor ficou 37 dias afastado da prefeitura de Cuiabá e disse que quando o retiraram do cargo, falou que tinham arrancado um pedaço de você e que se sentiu injustiçado, e o mesmo está fazendo com o segmento de Shows, eventos e entretenimento. E com uma única canetada o senhor está prejudicando várias famílias de Cuiabá que dependem do entretenimento, da cidade que você diz que tanto a ama.”

DEPUTADO BOTELHO ACHA “EXAGERO” DECRETO DE EMANUEL

Para Botelho, a medida é exagerada e não há necessidade neste momento. “As prefeituras têm a autonomia, o supremo já definiu. Todavia, eu vejo como exagero baixar pra 30%. Eu não vejo como necessário nesse momento. Precisamos o que o prefeito tem em mãos e analisou pra tomar essa decisão”, afirmou, em entrevista durante abertura do ano legislativo na Assembleia.

Segundo ele, limitar a 50% ou até a 70% seria suficiente, já que a partir de agora, novamente em sua avaliação, o número de casos vai começar a cair.

“Temos um número elevado de internações, mas isso já começou a cair. Nós aqui já caímos as mortes. Acredito que lá por março e abril, essa pandemia já vai estar superada. Agora acho que, se nos limitássemos um número maior, talvez 50%, 70%, acho que seria bem viável”, avaliou.

O decreto tem caráter excepcional e temporário, podendo ser revogado a qualquer momento, conforme avance a vacinação contra o coronavírus. Vale ressaltar que missas e cultos que ocorrem rotineiramente continuam liberados, sem limitações.

 

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