A família de um estudante de 13 anos registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal, após o adolescente ter sido agredido dentro da Escola Estadual Padre Firmo Pinto Duarte Filho, em Cuiabá. O caso ocorreu na última segunda-feira (18), durante o período vespertino, e ganhou repercussão nas redes sociais após a publicação de imagens de raio X e do uniforme ensanguentado da vítima, que teve o nariz quebrado em decorrência das agressões.
Segundo relato do pai do menino, José Adalton da Conceição Silva, o filho foi atacado por um colega logo após o intervalo. A vítima teria sido atingida com um chute no peito e, ao afirmar que denunciaria o ocorrido à direção da escola, foi derrubada e agredida com socos no rosto. O agressor ainda teria utilizado uma brita para golpear a região nasal do adolescente, conforme consta no boletim.
“Eu fui na escola, acionei a Polícia, que escutou somente eu e a diretora, porque o pai, a mãe e o guri [autor da agressão] o recolheram rapidão e levaram, não teve conversa. […] Agora eu estou aqui no Hospital com o guri [filho vítima de agressão]. Quebrou o nariz”, disse José Adalton em áudio divulgado.
A família levou o garoto até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, de forma particular, já que a escola, segundo os pais, não prestou nenhum tipo de assistência no momento do incidente.
A denúncia foi repercutida pela bacharel em Direito e consultora jurídica Giselly Fortes, por meio de seu perfil no Instagram. Na publicação, ela compartilhou imagens da vítima com a camiseta manchada de sangue e reforçou a acusação de omissão por parte da escola:
“Um aluno quebrou o nariz de outro no pátio da escola. O pai do menor foi acionado e ao chegar na escola encontrou o filho nesse estado”, afirmou Giselly.
Em nova postagem, a consultora acrescentou:
“Os pais me procuraram para fazer a denúncia através do meu Instagram, pois estão com medo do filho sofrer novas agressões dentro da escola.”
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) se manifestou por meio de nota, informando que, ao tomar conhecimento da ocorrência, determinou o envio imediato de uma equipe psicossocial da Diretoria Metropolitana de Educação (DME) à escola.
“A equipe foi encaminhada à unidade escolar para acolher os envolvidos, apurar o caso e promover a reconciliação”, informou a Seduc.
O caso foi registrado como lesão corporal e segue sob investigação. Enquanto isso, a família da vítima cobra providências mais rígidas por parte da escola e manifesta preocupação com a segurança do adolescente no ambiente escolar.