A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revelaram nesta quarta-feira (17) novas imagens de como vai ser o carro da categoria em 2026 (veja no vídeo acima). Os novos regulamentos técnicos e de motores da F1 vão ser introduzidos no ano que vem, com grandes mudanças.
Os principais conceitos já tinham sido divulgados em 2024: o carro do novo regulamento será menor e mais ágil, e o sistema de redução de arrasto (DRS), que auxiliava nas ultrapassagens, foi removido. O foco também é na sustentabilidade: o motor será metade elétrico, metade de combustão interna, e os combustíveis vão ser totalmente sustentáveis.
Confira as imagens:
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Novas imagens do carro da F1 em 2026 — Foto: F1
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Novas imagens do carro da F1 em 2026 — Foto: F1
Além disso, foram divulgadas as nomenclaturas oficiais de conceitos que vão ser importantes nos carros da próxima temporada. Alguns deles foram modificados: o modo de ultrapassagem seria chamado de Manual Overtake Mode (MOM, sigla que significa mãe em inglês). No entanto, o nome foi alterado para facilitar a compreensão dos espectadores.
Confira a explicação de cada um desses principais termos abaixo:
Aerodinâmica ativa
Chamado em inglês de “Active aero”, o conceito é um dos mais importantes no novo conjunto de regras. O DRS era ativado de forma manual quando o carro estava a menos de um segundo do adversário à frente, com o intuito de auxiliar nas ultrapassagens – a asa traseira abria e fazia com que o carro ganhasse maior velocidade nas retas.
Esse sistema foi descontinuado e deu lugar à aerodinâmica ativa – o novo modelo foi pensado para ajudar os carros a conservarem energia, e não para as ultrapassagens, como era o caso do DRS. Nele, os pilotos poderão ajustar tanto a asa dianteira quanto a traseira.
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Novas imagens do carro da F1 em 2026 — Foto: F1
Cada piloto poderá alternar entre dois modos: reta e curva. No modo reta, os flaps das asas abrem e reduzem o arrasto aerodinâmico, o que torna os carros mais rápidos. Esse sistema pode ser usado em qualquer reta (que atenda um tamanho mínimo) e não depende de um competidor estar a menos de um segundo do carro à frente, como ocorria anteriormente – para ultrapassar, os pilotos vão poder usar um botão específico.
No modo curva, os flaps ficam nas posições normais para permitir que a velocidade nas curvas seja maior.
Modo de ultrapassagem
Embora o DRS tenha sido descontinuado, os pilotos ainda vão ter vantagens caso fiquem a menos de um segundo do carro à frente: agora, eles poderão ativar o modo de ultrapassagem (Overtake Mode), o que lhes dará acesso à energia extra vinda da parte elétrica do motor – assim como no antigo sistema, existirão zonas de detecção da distância antes do ponto de ativação.
Modo de impulso
O “boost mode” ou modo de impulso foi renomeado para esta temporada. Trata-se do uso da bateria para que os pilotos possam se defender ou tentar ultrapassar em qualquer momento da volta, desde que tenham carga suficiente. A forma como ela é usada fica a critério dos pilotos.
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Botões de impulso, ultrapassagem e recarga em um volante da F1 — Foto: F1
Recarga
Os pilotos vão poder gerenciar melhor a forma como recarregam a bateria, em conjunto com os engenheiros de pista. Existirão diferentes modos de recuperar a carga: frear, usar a energia do motor durante as curvas e tirar o pé do acelerador são algumas possibilidades.
O que mais muda no carro de 2026?
A intenção da FIA é fazer com que a Fórmula 1 se torne uma categoria mais competitiva, sustentável e segura, e foram introduzidas mudanças com foco em cada um desses aspectos.
O monoposto deste novo ciclo segue o conceito de “carro ágil” (nimble car, em inglês): menor, mais leve e mais veloz. O peso diminuiu em 30kg em relação ao modelo desta temporada, e o objetivo é chegar aos 724kg. As dimensões também foram alteradas, com a diminuição da distância e largura entre os eixos do veículo e a redução do tamanho do assoalho.
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Conceito do carro da F1 2026 — Foto: FIA
As mudanças no desenho das asas vão fazer com que o downforce seja reduzido em 30%, e o arrasto aerodinâmico deve ter queda em torno de 55%. De acordo com a FIA, isso significa que os carros vão ser um pouco mais lentos nas curvas, mas serão mais rápidos ao saírem delas.
O downforce é a força que pressiona o carro ao chão, favorecendo a aderência à pista e trazendo mais velocidade nas curvas.
A expectativa é de que os tempos de volta sejam, inicialmente, um pouco mais lentos do que os atuais – no entanto, espera-se que esse tempo perdido seja rapidamente recuperado durante o ciclo de desenvolvimento dos carros. Também se espera que os carros sejam mais capazes de seguir uns aos outros no popular “ar sujo”, especialmente neste início de ciclo.
O motor será igualmente dividido entre uma parte com potência elétrica e outra de combustão interna. As baterias dos carros terão 300% mais potência, de 120 kw para 350 kw, e o sistema de recuperação de energia térmica dos gases de escape do veículo (MGU-H) foi removido.
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Conceito do carro da F1 2026 — Foto: FIA
Outra mudança importante é a redução drástica do efeito solo, no qual a pressão aerodinâmica do carro é gerada pelo assoalho; o fundo dos carros agora será parcialmente plano e o difusor, menos potente.
Os combustíveis vão ser 100% sustentáveis pela primeira vez, e a segurança também entrou em foco: a célula de sobrevivência, bem como a célula em que ficará o motor, também serão reforçadas. Outra peça que vai resistir a maiores impactos é o santantônio, peça que fica acima da cabeça do piloto, na parte mais traseira do carro.

