terça-feira, fevereiro 10, 2026

Medeiros acusa Governo Lula de proteger Banco Master contra investigação de fraude: “São um rolo só”

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DO REPÓRTERMT

A movimentação nos bastidores do Congresso Nacional em torno da possível instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master acirrou os ânimos entre oposição e governo.

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) subiu o tom das críticas, acusando a base de apoio ao Palácio do Planalto de articular uma barreira política para impedir o início das investigações sobre a instituição financeira presidida por Daniel Vorcaro.

O pedido de investigação, que já conta com o apoio protocolado de 232 deputados federais e 42 senadores, foca em denúncias de fraudes que teriam gerado prejuízos vultosos ao mercado.

De acordo com o congressista mato-grossense, existe um esforço deliberado de parlamentares governistas para obstruir o avanço do colegiado.

Eles não querem investigação. E sabem por quê? Porque está tudo interligado. A CPMI do INSS e o caso do Banco Master são um rolo só. Os congressistas do governo, que sempre se disseram contra rentistas e banqueiros e que atacavam o governo Bolsonaro, agora simplesmente se recusam a investigar. Do mesmo modo que fizeram com a CPMI do INSS, agora também não querem assinar a CPMI do Banco Master”, disparou o parlamentar.

Medeiros alega que o caso do Banco Master possui conexões com as irregularidades apuradas na CPMI do INSS, sugerindo que a resistência em autorizar os trabalhos seria uma estratégia para evitar a exposição de um esquema interligado.

As suspeitas que dão fôlego ao pedido de CPMI giram em torno da comercialização de chamadas “carteiras podres” — ativos de crédito de difícil recuperação que teriam sido negociados para inflar resultados ou mascarar prejuízos.

Outro ponto de atrito citado pelo parlamentar envolve a tentativa de negociação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Segundo a denúncia, a fragilidade do caixa da instituição no momento das tratativas levantaria dúvidas sobre a natureza da operação, que é classificada pela oposição como tecnicamente injustificável.
Por outro lado, integrantes da base do governo argumentam reservadamente que a tentativa de abertura da comissão possui contornos políticos e visa desestabilizar o sistema financeiro em um momento de sensibilidade econômica.
Enquanto o impasse persiste, a instalação da CPMI permanece condicionada à leitura do requerimento e à indicação de membros pelos líderes partidários, rito que Medeiros classifica como o principal gargalo atual.

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