Da Redação
O tabuleiro para 2026 torna-se um dos mais competitivos das últimas décadas. Sem a presença de prefeitos e deputados estaduais com mandato, o foco recai sobre atuais parlamentares federais, suplentes de peso e lideranças que ocupam espaços estratégicos em Brasília.
Confira os 20 nomes mais cotados para o pleito:
- Coronel Fernanda (PL)
Favorita à reeleição, lidera as intenções de voto. É a principal voz do bolsonarismo feminino e conta com forte apoio do setor de segurança e do agronegócio conservador.
- Rosa Neide (PT)
Ex-deputada federal e atual diretora da Conab. É aposta da Federação Brasil da Esperança para retomar uma cadeira, contando com um eleitorado fiel na educação e movimentos sociais.
- Neri Geller (Republicanos)
Ex-ministro da Agricultura. Trabalha intensamente nos bastidores para reconstruir sua base e retornar à Câmara como o principal interlocutor entre o agronegócio e o Governo Federal.
- Nilson Leitão (PP)
Liderança histórica do Nortão e ex-deputado federal. Após presidir institutos do setor produtivo em Brasília, Leitão é aposta do PP para recuperar representatividade nacional.
- Nelson Barbudo (PL). OBS. Pode migrar para o (Podemos).
Atual parlamentar, foca no eleitorado “raiz” da direita. Sua estratégia baseia-se na defesa de pautas conservadoras e no apoio irrestrito à família Bolsonaro.
- Juarez Costa (MDB). OBS. Pode migrar para o (Podemos).
Com reduto inabalável em Sinop e região, Juarez é um dos nomes mais sólidos para a reeleição, sustentado por uma rede capilarizada de serviços prestados aos municípios.
- Emanuelzinho (MDB). OBS. Pode migrar para o (PSD).
Vice-líder do governo na Câmara, foca sua reeleição na Baixada Cuiabana. Sua atuação na área da saúde e articulação de emendas o consolida como o principal quadro do MDB na capital.
- Fábio Garcia (União)
Homem de confiança do governador Mauro Mendes, transita entre cargos estratégicos e o mandato. Representa a força do União Brasil e do setor empresarial mato-grossense.
- Dona Neuma (PV)
Liderança de peso em Rondonópolis (3ª maior cidade do estado). Após expressiva votação em 2022, Neuma ressurge como um nome estratégico da esquerda para ampliar a bancada progressista, apostando no seu forte trabalho social e político no Sul do estado.
- Rafael Ranalli (PL). OBS. Pode migrar para o (Novo).
Policial Federal com forte apelo nas redes sociais. Ganhou projeção defendendo pautas de segurança pública e combate ao crime organizado, sendo visto como um fenômeno de votos na direita.
- Irajá Lacerda (PSD)
Secretário-executivo do Ministério da Agricultura. Braço direito de Carlos Fávaro, Irajá ganhou musculatura política e administrativa em Brasília.
- Kalil Baracat (MDB)
Ex-prefeito de Várzea Grande. Sem o mandato executivo, Kalil torna-se um candidato natural à Câmara Federal, buscando canalizar o recall eleitoral do segundo maior colégio eleitoral do estado.
- Valtenir Pereira (PSD)
Articulador experiente e ex-deputado, Valtenir busca retornar ao Congresso apostando em nichos profissionais e bases do interior construídas ao longo de seus mandatos anteriores.
- Procurador Mauro (PSD)
Figura constante nas eleições em Mato Grosso com votações expressivas em Cuiabá. Sua migração para uma estrutura partidária maior o coloca novamente como competidor direto por uma das vagas.
- Dr. Leonardo (PL)
Ex-deputado e médico, foca sua base na região Oeste (Cáceres). É o principal nome do Republicanos para recuperar a representação da faixa de fronteira em Brasília.
- Thiago Boava (PL)
Empresário e viúvo da deputada Amália Barros. Carrega o legado político e as pautas sociais da esposa, contando com o apoio da cúpula nacional do PL e de eleitores do agronegócio.
- Coronel Assis (União). OBS. Pode migrar para o (PL).
Atual deputado federal, foca sua reeleição na pauta técnica da segurança pública. É o representante das forças policiais e da defesa de leis penais mais rígidas.
- Gisela Simona (União)
Referência na defesa do consumidor e com forte penetração no eleitorado feminino e funcionalismo público de Cuiabá. É um dos nomes mais técnicos da chapa governista.
19. Coronel Roveri (União). OBS. Pode migrar para o (Podemos).
Atual Secretário de Estado de Segurança Pública. Nome de confiança do governador Mauro Mendes, Roveri ganhou enorme visibilidade no comando da SESP e desponta como um forte candidato para representar a “mão forte” do governo estadual em Brasília.
- Rodrigo da Zaeli (PL)
Aposta do PL para a região de Rondonópolis e Sul de Mato Grosso. Trabalha para canalizar o voto conservador local e garantir que a região tenha representação direta no Congresso.
Tendência do Pleito
A disputa em 2026 será marcada pelo embate entre o voto ideológico de direita, que tenta manter a hegemonia, e o retorno de nomes experientes do centro e da esquerda (como Rosa Neide, Geller e Dona Neuma), que buscam equilibrar a bancada mato-grossense em Brasília.
Nas eleições de 2022, Mato Grosso registrou 1.730.277 votos válidos para Deputado Federal e o Quociente Eleitoral (QE) foi de 216.284 votos.
O pleito consolidou um cenário de forte concentração de votos na direita e centro-direita, com o PL conquistando metade das cadeiras disponíveis.
Números Gerais (2022)
- Votos Válidos: 1.730.277
- Vagas Disponíveis: 8
- Quociente Eleitoral (QE): 216.284 votos
- Votos Brancos: 99.199 (5,25%)
- Votos Nulos: 59.094 (3,13%)
O Impacto das Cláusulas (Base 2022)
Com o QE em 216.284, as “travas” de desempenho foram:
- 10% do QE (Para eleição direta): 21.628 votos nominais.
- 20% do QE (Para entrar nas sobras): 43.256 votos nominais.
- 80% do QE (Para o partido disputar sobras): 173.027 votos.
Distribuição das 8 Cadeiras
O resultado final por partido foi:
| Partido / Federação | Votos Totais | Cadeiras | Eleitos |
| PL | 563.311 | 4 | Abilio, Medeiros, Amália Barros, Coronel Fernanda |
| UNIÃO | 315.352 | 2 | Fábio Garcia, Coronel Assis |
| MDB | 303.116 | 2 | Juarez Costa, Emanuelzinho |
O Caso Rosa Neide
A candidata Professora Rosa Neide (PT) foi a mais votada do estado, com 124.671 votos. No entanto, ela não foi eleita porque sua federação (PT/PV/PCdoB) não atingiu o Quociente Eleitoral (216.284 votos) e nem os 80% (173.027 votos) necessários para disputar as sobras naquele momento, evidenciando como o QE alto isola candidatos sem chapa forte.
Comparativo: Cenário 2022 e a Projeção para 2026
Ao comparar os dados reais de 2022 com a sua projeção de QE a 225.000 para 2026 (mantendo 8 vagas), vemos um endurecimento do cenário:
- Aumento da “Nota de Corte”: O partido precisaria de mais 8.716 votos extras em relação a 2022 para garantir a primeira vaga.
- Dificuldade para as Sobras: O candidato precisaria saltar de 43 mil para 45 mil votos individuais para ter chance de entrar na média.
Este cenário de 2022 explica por que nomes como Irajá Lacerda (54 mil votos) e Dona Neuma (44 mil votos) ficaram de fora: embora tenham tido votações expressivas, seus partidos não alcançaram o volume total necessário para “romper” o quociente ou as regras de média.

