Cada vez mais, produtores e empresas do setor investem em Centros de Operações Agrícolas (COAs), estruturas que permitem o monitoramento em tempo real das atividades no campo e fortalecem a tomada de decisões estratégicas.
Esses centros integram dados operacionais das lavouras à gestão, reunindo informações como rendimento das operações, área plantada ou colhida, consumo de combustível, qualidade da execução e alertas de falhas mecânicas. A centralização dessas informações possibilita ações preventivas e corretivas, além da otimização de recursos e da padronização dos processos produtivos.
Em Mato Grosso, esse modelo já vem sendo adotado por empresas do setor. Um exemplo é a Bom Futuro, que montou um Centro de Operações Agrícolas em sua sede administrativa, em Cuiabá (MT), para acompanhar, à distância, as operações realizadas em mais de 35 unidades de produção distribuídas pelo interior do estado.
A iniciativa permite que equipes especializadas monitorem simultaneamente máquinas, frentes de trabalho e indicadores estratégicos. Segundo o responsável pelo COA da empresa, Nahzir Okde, a visibilidade em tempo real das operações contribui diretamente para ganhos de eficiência. “Ter acesso imediato às informações de cada fazenda nos permite agir com rapidez, otimizar recursos e acompanhar indicadores relevantes para o planejamento produtivo”, explica.
A integração dos dados a sistemas inteligentes tem ampliado o uso da agricultura de precisão, permitindo maior controle sobre as operações e respostas mais rápidas a desvios no campo. Esse modelo de gestão representa um avanço significativo na forma como a atividade agrícola é conduzida em Mato Grosso, ao aproximar tecnologia e planejamento da rotina produtiva do campo. Ações como essas devem ser uma tendencia ainda maior nos próximos anos do agronegócio.
Na prática, os Centros de Operações Agrícolas passam a atuar como núcleos estratégicos, reunindo informações de diferentes frentes de trabalho e apoiando decisões operacionais e gerenciais. A centralização dos dados favorece maior previsibilidade das atividades, melhora o acompanhamento das safras e contribui para uma gestão mais integrada das lavouras.
Outro reflexo da adoção desses centros está na otimização dos custos de produção. O monitoramento em tempo real permite identificar falhas operacionais, reduzir desperdícios de combustível e insumos e aprimorar o uso dos equipamentos, fatores que impactam diretamente a eficiência e a sustentabilidade econômica das operações agrícolas.
Além disso, a digitalização do campo tem provocado mudanças no perfil da mão de obra do setor. Cresce a demanda por profissionais com formação técnica e capacidade de análise de dados, ao mesmo tempo em que as equipes no campo passam a contar com maior suporte remoto, reforçando a transição para um agro mais tecnológico, conectado e orientado por informação.

