Por Jean Barros
Olha, o jantar entre Mauro Mendes e Jayme Campos teve foto, sorriso e clima de “está tudo bem”. Mas sejamos francos: não foi um jantar de reconciliação, foi um jantar de contenção de danos.
A tal “rota de colisão” virou uma elegante pista de conversa. Mauro já fechou questão com Otaviano Pivetta e não dá sinais de marcha à ré. Jayme continua firme na pré-candidatura e não aceita ser atropelado no processo. Traduzindo: ninguém cedeu. Só baixaram o volume.
O encontro mostra maturidade? Talvez. Mas mostra, principalmente, cálculo político. Porque racha antecipado é presente para adversário. Então, melhor posar de unidos agora e deixar o embate real para a convenção.
No fim das contas, não é paz. É aquela clássica guerra fria partidária: sorriso na mesa, estratégia no bolso e olho em 2026. Porque na política, às vezes o jantar é só o intervalo — o prato principal ainda está por vir.


