segunda-feira, março 9, 2026

Mato Grosso perde Lauristela Guimarães, jornalista que marcou gerações na comunicação

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Da Redação

A jornalista Lauristela Guimarães, fundadora da Revista Camalote, morreu na madrugada desta segunda-feira (9), em Cuiabá, em decorrência de complicações de um câncer. Ela estava internada no Hospital Santa Rosa.

Cuiabana, Lauristela construiu uma trajetória marcante na comunicação de Mato Grosso. Atuou como repórter em importantes veículos de imprensa do estado, entre eles o jornal Estado de Mato Grosso, o Grupo Gazeta e a TV Brasil Oeste. Sua carreira foi marcada pela cobertura de casos emblemáticos, como o assassinato do juiz Leopoldino do Amaral e investigações envolvendo o bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

Posteriormente, consolidou sua carreira como empresária e diretora-presidente da Revista Camalote, publicação voltada ao jornalismo social e cultural, tornando-se uma referência nesse segmento em Mato Grosso.

Além da atuação na comunicação, Lauristela também era formada em Direito e se destacou no setor de turismo. Ela era proprietária da pousada boutique Château Camalote, localizada em Chapada dos Guimarães.

Nos últimos anos, compartilhou publicamente sua luta contra o câncer, inspirando muitas pessoas com relatos de fé, coragem e esperança. Em 2025, havia relatado ter vencido um câncer de pâncreas em estágio avançado, considerado inoperável e com metástase no fígado. Posteriormente, também enfrentou um tumor cerebral.

Comoção entre jornalistas

A morte da jornalista gerou grande comoção entre colegas de profissão e amigos.

Em um grupo de WhatsApp, a jornalista Rosana Vargas destacou a força de Lauristela durante o período da doença.
“Lauristela foi sempre uma guerreira. Que seja acolhida pelo nosso Pai Maior”, escreveu.

A jornalista Justina Fiori, que acompanhou de perto o tratamento da amiga, também ressaltou o exemplo deixado por Lauristela.
“Acompanhei toda a luta dela nesses três anos após a descoberta da doença e nunca a vi reclamar ou desanimar. Sempre acreditou na cura. Deixa uma imensa saudade e uma lição: a vida precisa ser celebrada todos os dias”, afirmou.

A jornalista Denise Niederauer também lamentou a perda.
“Perda enorme da amiga e querida jornalista Lauristela. Três anos lutando com uma força gigante. Que Deus proteja sua família e a receba.”

Já o jornalista Adilson Rosa recordou a admiração que sempre teve pela profissional e relembrou um episódio curioso durante a cobertura do caso Leopoldino.
“Eu era fã da jornalista que depois virou minha colega de profissão. Descanse em paz”, disse. Ele contou que, durante uma cobertura em Poconé, viu uma fila de pessoas aguardando para pegar autógrafos de Lauristela. “Ela estava um pouco constrangida, mas atendeu a todos”, relatou.

A morte de Lauristela encerra uma trajetória de décadas dedicadas ao jornalismo, à comunicação e ao empreendedorismo em Mato Grosso, deixando um legado reconhecido por colegas, leitores e admiradores.

Autoridades lamentam

O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes também lamentaram a morte da jornalista.

“Recebemos com muita tristeza a notícia do falecimento da jornalista Lauristela Guimarães. Profissional talentosa e sensível, marcou a comunicação mato-grossense com seu olhar atento à cultura, à sociedade e às histórias do nosso Estado. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão”, afirmaram.

A secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, também prestou homenagem.

“Lauristela foi uma jornalista dedicada, que contribuiu significativamente para a valorização da comunicação e da cultura em Mato Grosso. Sua trajetória deixa um legado de sensibilidade, profissionalismo e amor pelo jornalismo.”

Velório

O velório será realizado a partir das 11h30 desta segunda-feira (9), na Capela Jardins, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá.

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