O governador Mauro Mendes (União) acionou o “freio de arrumação” na bancada estadual do União Brasil. Em áudio enviado via WhatsApp, Mendes pediu aos quatro deputados da sigla que não tomem decisões precipitadas sobre trocas partidárias até a reunião decisiva marcada para o início da próxima semana. O prazo final da janela partidária é 4 de abril.
A ofensiva do governador tenta evitar o esvaziamento da legenda, que enfrenta dificuldades para montar chapas proporcionais competitivas. O objetivo central é manter as quatro cadeiras conquistadas em 2022, especialmente diante da iminente federação entre União Brasil e PP. Caso nomes fortes saiam agora, a viabilidade eleitoral do grupo seria seriamente comprometida.
Atualmente, o cenário é de instabilidade:
Dilmar Dal Bosco: Já estaria apalavrado com o PRD.
Eduardo Botelho: Perdeu espaço interno e passou a considerar seriamente o convite do MDB.
Botelho aguarda definição
Eduardo Botelho confirmou que, embora o diálogo com o MDB esteja avançado, respeitará o pedido do governador. “O governador me pediu pessoalmente para esperar, assim como fez com os demais. Ele está se esforçando para viabilizar a chapa e segurar o grupo”, explicou o parlamentar, que projeta a reunião definitiva para segunda ou terça-feira.
O fator MDB e o “efeito dominó”
A possível ida de Botelho para o MDB é vista como uma tábua de salvação para a deputada Janaina Riva. Após perder os deputados federais Juarez Costa e Emanuelzinho, a sigla tenta se fortalecer para evitar novas baixas.
A decisão de Botelho deve gerar um efeito dominó:
Juca do Guaraná (MDB): Que flertava com o PRD, indicou que permanece no MDB caso Botelho se filie.
Thiago Silva (MDB): Alvo do Republicanos, também aguarda o desfecho da movimentação para definir seu futuro político.

