sábado, março 21, 2026

Pedro Taques depõe na CPI do Crime Organizado e promete “implodir” esquema de empréstimos

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Da Redação

O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques, está de volta ao centro de um furacão político em Brasília. Desta vez, ele não vai como parlamentar, mas como testemunha-chave na CPI do Crime Organizado no Congresso Nacional. O depoimento promete sacudir as estruturas do estado e colocar sob suspeita um esquema milionário envolvendo o dinheiro dos servidores públicos.

O que está sendo investigado?

A convocação de Taques aconteceu após denúncias graves sobre fraudes em empréstimos consignados. Como advogado de sindicatos, Taques afirma ter provas de irregularidades envolvendo:

  • Empresa Capital Consig

  • Banco Master

O prejuízo estimado é assustador: cerca de 14 mil servidores estaduais podem ter sido lesados por esse esquema de crédito.

A “Conexão Oi” e os R$ 308 Milhões

Além dos consignados, o ex-governador deve abrir a “caixa-preta” de um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., no valor de R$ 308 milhões.

Segundo Taques, os fundos para onde esse dinheiro foi enviado teriam ligações diretas com o Banco Master. A CPI quer saber se houve lavagem de dinheiro ou se agentes públicos facilitaram o caminho para organizações criminosas dentro do sistema financeiro do estado.

O senador Alessandro Vieira, que confirmou a oitava, destacou que Taques levará documentos que podem comprometer muita gente poderosa.

O timing não poderia ser mais tenso: Taques é pré-candidato ao Senado este ano. Para seus aliados, o depoimento é a chance de ele retomar a imagem de “xerife” contra a corrupção. Para os adversários, é uma jogada política para ganhar holofotes antes das urnas.

O que acontece agora?

Se as provas de Taques forem aceitas, o sistema de crédito consignado em Mato Grosso pode sofrer uma intervenção judicial, e novos nomes do governo e do setor bancário devem ser convocados para depor.

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