terça-feira, março 24, 2026

Fagundes lidera, Pivetta cresce e segundo turno segue em aberto

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A nova rodada da pesquisa eleitoral em Mato Grosso revela um cenário competitivo e ainda indefinido para 2026, com liderança consolidada em alguns cenários, mas alto índice de indecisão no segundo turno.
Registro: MT-06241/2026

Um líder claro, mas não isolado

Nos cenários estimulados de primeiro turno, Wellington Fagundes aparece à frente com vantagem consistente. No cenário mais completo, ele marca 37%, seguido por Otaviano Pivetta e Jayme Campos, que disputam a segunda posição em patamares próximos.

Já em um cenário mais enxuto, Fagundes cresce para 43%, indicando força consolidada quando o número de adversários diminui.

Apesar disso, a soma de indecisos e votos nulos ainda é relevante, mostrando que há espaço para movimentação até o pleito.

Pivetta se firma como principal alternativa

Otaviano Pivetta aparece como o nome mais competitivo para enfrentar Fagundes. Ele se mantém estável nos cenários de primeiro turno e demonstra capacidade de polarização nos confrontos diretos.

No segundo turno, Pivetta aparece tecnicamente competitivo contra outros adversários e abre vantagem em cenários específicos, como no confronto contra Natasha Shlessarenko, onde lidera com 36%.

Segundo turno: vantagem com freio de mão puxado

Embora alguns cenários mostrem favoritos claros, o segundo turno em Mato Grosso ainda está longe de ser definido.

Fagundes lidera com folga contra Pivetta e Jayme Campos, chegando a 50% em um dos cenários. Porém, o dado mais relevante está fora da disputa direta: os índices de nulo, branco e indecisos seguem altos, frequentemente acima de 30%.

Isso indica um eleitorado ainda pouco mobilizado e aberto a mudanças.

Jayme e Natasha enfrentam barreiras

Jayme Campos aparece competitivo em alguns cenários, mas carrega o maior índice de rejeição entre os nomes testados, o que limita seu potencial de crescimento.

Natasha Shlessarenko, por sua vez, mantém desempenho mais modesto. Apesar disso, aparece com menor rejeição relativa, o que pode representar uma oportunidade em um cenário de maior exposição.

Rejeição pode decidir a eleição

Os dados de rejeição ajudam a explicar os limites de crescimento dos candidatos.

Jayme lidera nesse quesito negativo, seguido por Natasha e Pivetta. Já Fagundes aparece como o menos rejeitado entre os principais nomes, um ativo importante em disputas de segundo turno.

Mauro Mendes fortalece seu grupo

A aprovação do atual governador Mauro Mendes é um dos pontos mais sólidos da pesquisa: 72% aprovam sua gestão.

Esse dado tem impacto direto na disputa, especialmente para candidatos associados ao governo, que podem herdar parte desse capital político.

Senado: disputa fragmentada e aberta

Na corrida pelo Senado, Mauro Mendes aparece liderando em todos os cenários testados, seguido por Janaína Riva, que se mantém competitiva.

Outros nomes como Carlos Fávaro e José Medeiros aparecem em um segundo pelotão, enquanto a presença de múltiplos candidatos mantém o cenário pulverizado.

Assim como no governo, os índices de indecisão e votos nulos ainda são relevantes, indicando uma disputa em construção.

Um jogo ainda em movimento

A pesquisa mostra um retrato claro: há liderança, mas não há definição.

Fagundes larga na frente, Pivetta se consolida como principal adversário e o segundo turno permanece aberto, não necessariamente pela força dos candidatos, mas pela incerteza do eleitor.

Em Mato Grosso, a eleição de 2026 ainda está longe de ter um roteiro fechado. E, como mostram os números, o jogo está apenas começando.

 

Em Mato Grosso, a eleição de 2026 ainda está longe de ter um roteiro fechado. E, como mostram os números, o jogo está apenas começando.

 

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