Rayan Borges
A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva de Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, o “MC Mestrão”, durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira. O músico foi um dos alvos da Operação Ruptura CPX, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular membros de uma facção criminosa que atua na Grande Cuiabá.
A decisão, assinada pela juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. de Lima, ratificou a legalidade da prisão efetuada ontem (31). Segundo as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Mestrão não apenas integrava a organização, como utilizava sua música para exaltar o grupo e seus líderes.
Além da Liberdade Artística
Para o delegado Antenor Júnior Pimentel Marcondes, a conduta do investigado extrapolava os limites da expressão artística.
“Temos uma música chamada ‘Tropa do Nortão’ que enumera praticamente todas as lideranças conhecidas da região. Verificamos também que ele possui clipes gravados e tentou realizar novas filmagens no Complexo do Alemão [RJ]”, afirmou o delegado.
Apoio Logístico e Conexões
A apuração policial revelou que a participação de Odanil ia além dos palcos:
Contato Direto: Mantinha comunicação frequente com o “alto escalão” da facção.
Logística: É suspeito de ceder locais para a ocultação de veículos roubados ou furtados.
Articulação: Frequentava ativamente pontos de encontro estratégicos do grupo criminoso.
As evidências apresentadas reforçam a tese de que o MC atuava de forma consciente e colaborativa na estrutura da organização criminosa em Mato Grosso.

