Rayan Borges
Sob o comando do deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, o Partido PODEMOS praticamente definiu sua chapa à Câmara Federal para a disputa das próximas eleições. Com um arco de alianças estratégico e nomes de peso regional, a sigla projeta conquistar duas cadeiras na Câmara dos Deputados em Brasília.
A estratégia de Russi foca na capilaridade eleitoral, unindo lideranças e empresários que transitam desde o agronegócio e a segurança pública até a representação feminina e o voto religioso.
Uma Chapa de “Puxadores de Votos”
A lista de pré-candidatos definida pelo diretório estadual impressiona pelo equilíbrio entre experiência política e novos nomes com forte apelo popular. Confira os principais destaques da chapa:
Nelson Barbudo: O atual deputado federal e um dos nomes mais votados do estado traz consigo a força da direita e a conexão direta com a base do agronegócio.
Allan Kardec: Ex-secretário de Estado e ex-deputado, possui forte inserção no setor educacional e esportivo.
Kalinka Meirelles: Vereadora por Rondonópolis, Kalinka representa a força do Sul do estado e o eleitorado conservador.
Delegado Fred Murta: Aposta do partido no setor de Segurança Pública, setor com alta aceitação entre os mato-grossenses.
- Elson Ramos: Empresário, rei do entretenimento, com trânsito livre no setor produtivo e de serviços da capital.
Gisa Barros: Com forte atuação em Várzea Grande, Gisa é uma das apostas para consolidar a votação na região metropolitana.
Fernando Gorgen: Representante da região do Araguaia e ex-prefeito de Querência, Gorgen traz o respaldo de gestões bem-avaliadas no interior.
Marcos Ritela: Pastor e liderança religiosa, Ritela foca no voto do segmento evangélico e nos valores da família.
Estratégia de Max Russi
Para o presidente estadual da legenda, o sucesso da chapa reside na sua competitividade distribuída. Ao contrário de chapas que dependem de apenas um grande nome, o PODEMOS de Mato Grosso montou um grupo onde vários candidatos têm potencial para ultrapassar a marca dos 50 mil votos.
“Nosso objetivo é dar musculatura ao partido em Brasília. Temos nomes qualificados que conhecem a realidade de Mato Grosso, do Araguaia ao Pantanal. Sob nossa presidência, o PODEMOS se tornou um porto seguro para quem quer trabalhar pelo estado com pragmatismo e resultados”, afirmou Max Russi em bastidores recentes.
O Cenário Político
Analistas apontam que a movimentação de Russi consolida o PODEMOS como um dos “players” centrais no tabuleiro político de 2026. A meta de duas cadeiras é considerada realista, dado que o quociente eleitoral em Mato Grosso costuma ser alto, exigindo que a soma total dos votos da legenda seja robusta – algo que esta lista de nomes, em tese, garante.
Com a chapa praticamente fechada, o partido agora inicia a fase de mobilização nas bases, preparando o terreno para uma das campanhas mais acirradas da última década no estado.

