Rayan Borges
O presidente do Podemos em Mato Grosso, Max Russi, subiu o tom sobre o posicionamento da sigla nas próximas eleições. Em declaração recente, o dirigente deixou claro que o partido não será apenas um coadjuvante: o apoio a candidaturas ao Governo ou ao Senado está condicionado à ocupação de espaços estratégicos, como a vaga de vice-governador ou as suplências.
Embora evite o termo “imposição”, Russi admitiu que a presença na chapa será o fiel da balança nas negociações. Nos bastidores, o movimento é visto como uma estratégia para converter o capital político da legenda em influência direta no Executivo e no Legislativo Federal.
O Peso do Partido
Para sustentar a exigência, Russi destaca a musculatura eleitoral do Podemos nas chapas proporcionais:
Projeção: A expectativa é superar a marca de 400 mil votos para deputado estadual.
Ativo Político: Esse volume de votos é o principal trunfo do partido para valorizar seu passe em projetos majoritários.
“As conversas só avançarão quando houver interesse real dos pré-candidatos em construir uma composição conjunta, tanto na chapa quanto no plano de governo”, afirmou o dirigente.
Pautas e Nomes na Mesa
Além do espaço político, o Podemos exige compromissos programáticos. A política habitacional foi elencada como prioridade inegociável para o fechamento de alianças.
Russi também aproveitou para ventilar nomes internos que podem compor o tabuleiro eleitoral, seja em postos majoritários ou na disputa por cadeiras na Assembleia e Câmara Federal. Entre os quadros citados estão:
Elson Ramos
Joci Piccini
Rui Prado
Euclides Santos
Paulo Lucion
O recado final é nítido: o Podemos entra no jogo político de Mato Grosso com uma estratégia de valorização — o apoio da sigla tem preço, e ele passa obrigatoriamente pela divisão de poder na chapa.

