sábado, abril 11, 2026

“Princesa do CV”: Líder de facção é alvo de operação por ordenar execução de adolescente em MT

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Rayan Borges

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (7), a Operação Coroa Quebrada, tendo como alvo principal Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa”. Líder do Comando Vermelho (CV), Amanda é acusada de coordenar o tráfico e ordenar execuções de dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Entre as passagens criminais de Amanda, destaca-se o bárbaro assassinato de Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, ocorrido em setembro de 2024, em Cáceres. Segundo o inquérito, a vítima e uma amiga foram atraídas para uma emboscada sob o pretexto de um encontro social. No local, foram amarradas e submetidas a um “tribunal do crime” via conferência telefônica com um suspeito apelidado de “Itashi”.

A sentença de morte foi decretada após os criminosos vasculharem o celular de Gabriela e encontrarem uma foto onde ela fazia um gesto associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção rival do CV.

A investigação detalha que Gabriela foi amordaçada e enforcada com um lençol. Ao ser levada a um terreno baldio, os executores perceberam que ela ainda respirava. Diante disso, utilizaram uma faca para desferir múltiplos golpes, chegando a desfigurar o rosto da adolescente.

O nome da operação é uma referência direta à queda do poder de “Princesa”. Ao todo, foram cumpridas 21 ordens judiciais (4 prisões preventivas e 17 buscas e apreensões) em Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum.

De acordo com o delegado Fabrício Alencar, da Draco de Cáceres, a organização possui uma estrutura sofisticada com pelo menos 28 integrantes identificados, divididos entre armeiros, executores e logísticos. Mesmo presa, Amanda mantinha o controle sobre a distribuição de armas e a aplicação de punições internas na região de fronteira.

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