Rayan Borges
Pré-candidato a deputado federal pelo Podemos, o pastor Marcos Ritela afirmou que pretende levar a Brasília a experiência adquirida em 22 anos percorrendo os 142 municípios de Mato Grosso. Em entrevista ao Podcast MídiaJur, concedida ao jornalista Gilson Nasser, ele disse conhecer de perto as principais demandas da população e apontou a infraestrutura como o maior desafio do Estado.
Ritela destacou que seu conhecimento sobre a realidade mato-grossense foi construído em campo, acompanhando de perto as dificuldades enfrentadas pelos moradores. “Conheço as dificuldades, as necessidades do nosso Estado, não de ouvir falar ou de ver, mas de presenciar. Eu tive esse privilégio”, afirmou.
Segundo ele, a precariedade da infraestrutura é a principal reclamação registrada durante suas visitas aos municípios. Para o pré-candidato, é preciso garantir condições melhores para que os produtores consigam escoar a safra.
Ritela também criticou os entraves causados por órgãos ambientais, que, na avaliação dele, atrasam obras estratégicas para o desenvolvimento do Estado. “A gente tem que trabalhar, criar leis que favoreçam quem trabalha, quem produz no nosso Estado”, defendeu.
Como exemplo, citou as obras no trecho do Portão do Inferno, na MT-251, e a implantação da Ferrovia Estadual. Sobre o Portão do Inferno, criticou a demora na execução das intervenções, atribuindo o atraso ao excesso de burocracia. “A gente que é leigo, que não é formado, sabe que não vai ter nenhum impacto ambiental ali”, declarou, ao comentar o andamento da obra.
Antes de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, Ritela concorreu ao Governo de Mato Grosso em 2022, quando recebeu 233 mil votos em sua primeira experiência eleitoral.
Durante a entrevista, o pré-candidato reafirmou seu posicionamento no campo da direita e declarou que seguirá o encaminhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, manifestando apoio ao senador Flávio Bolsonaro.
“Eu sou Flávio Bolsonaro. É um nome que nos representa. É o nome que o Bolsonaro deixou aí, o filho que ele confia”, afirmou.

