Rayan Borges
O presidente estadual do União Brasil e ex-governador, Mauro Mendes, negou qualquer tipo de traição ao partido por defender a coligação do grupo com a chapa de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A declaração foi uma resposta ao deputado Dilmar Dal’Bosco, seu ex-líder no Legislativo, que acusou Mendes de traição ao tentar rifar a candidatura própria do partido.
“Eu nunca, na história do PFL e do PSL, vi um partido traindo a si mesmo. Eu nunca tinha visto isso”, criticou Dilmar.
Mendes, por sua vez, rebatou a fala afirmando que divergências internas são normais e que a legenda tem histórico de formar alianças. “O nosso partido, historicamente e por várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outras siglas. Eu jamais trairia o partido. Não é salutar dizer que defender uma coligação é traição; isso é opção política”, declarou, citando também a época da Arena e do PFL.
A disputa interna divide a legenda: enquanto Mauro Mendes defende o apoio a Pivetta, o grupo liderado por Dilmar pressiona para lançar o senador Jayme Campos ao Governo do Estado.
A definição do impasse ocorre na convenção do União Brasil, realizada nesta quinta-feira (30), em Cuiabá. A votação, iniciada às 12h45, terá duração de cinco horas, conforme o regimento interno. O resultado final ainda passará pelo crivo da Federação União Progressista (formada por União Brasil e PP), que já deliberou seguir a decisão majoritária do grupo.

