Rayan Borges
A saída de Jayme Campos (União) da disputa pelo governo de Mato Grosso redesenhou o cenário político no estado e pode acelerar os planos de nomes de peso. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), antes cotada para ocupar a vice na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), passa a ser vista como peça-chave em uma eventual aliança com o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Podemos).
Russi, que nunca escondeu o desejo de governar Mato Grosso, pode ver seu objetivo se aproximar mais rápido do que o previsto.
Até então, Janaina vinha sendo tratada como pré-candidata ao Senado e figurava em articulações que buscavam alinhar MDB, Podemos e o próprio Jayme Campos. Com a recuo do senador, as composições ganharam nova dinâmica. A migração da emedebista para a disputa ao Executivo — seja como cabeça de chapa ou em aliança com Russi — entrou no radar das lideranças partidárias, embora ainda seja tratada como uma alternativa em debate, e não uma decisão final.
Max Russi, que ao assumir o comando estadual do Podemos em março afirmava que o foco era a reeleição à ALMT, classificou as novas movimentações como um “fato novo”.
À reportagem, Janaina admitiu que a desistência da vaga ao Senado e a busca por um projeto ao Governo ganharam força, inclusive com respaldo da direção nacional do MDB, que tem dialogado com o Podemos em Brasília.
“O partido passou a discutir a possibilidade de candidatura própria ou com o deputado Max Russi disputando o governo. São duas possibilidades”, confirmou a parlamentar.
Enquanto isso, o MDB abre nesta sexta-feira uma rodada de conversas decisivas com o PL — do pré-candidato ao governo, senador Wellington Fagundes — e com o Republicanos, de Pivetta. A expectativa é que o partido defina seu rumo nas próximas 48 horas.
As convenções do MDB e do Podemos estão marcadas para a próxima terça-feira, 4 de agosto, no limite do prazo do calendário eleitoral.

