Rayan Borges
Um microfone aberto na Câmara Municipal de Várzea Grande captou um momento de tensão no início da sessão desta terça-feira (20). O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), disparou a frase “você vai pagar, meu filho” ao vereador Bruno Rios (PL), ex-líder do governo da prefeita Flávia Moretti (PL). O episódio ocorreu poucas horas após o início da Operação Cathedra Venalis, da qual o próprio emedebista é um dos alvos.
De acordo com o Olhar Direto, a declaração ocorreu logo após Wanderley convocar o vereador Sardinha (MDB) para a leitura da Bíblia. Ao se aproximar e tocar no ombro de Bruno Rios, o presidente proferiu a frase.
Bruno reagiu imediatamente: “Não vem me ameaçar aqui não”. Em resposta, Wanderley insistiu: “Você vai saber na hora certa”. Diante do entrevero, a vereadora Rosy Prado (União) pediu calma aos colegas, enquanto Sardinha sugeriu uma oração para apaziguar os ânimos no plenário.
Apesar do bate-boca ter acontecido na mesma manhã em que a operação foi deflagrada, não há confirmação de que a discussão esteja diretamente ligada às investigações.
Entenda a Operação Cathedra Venalis
Deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão pessoal, domiciliar e veicular nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Conforme o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), 13 vereadores de Várzea Grande e dois da Capital estão entre os investigados. A apuração debruça-se sobre supostas irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de VG, incluindo crimes de corrupção, cooptação de agentes públicos, obtenção de vantagens indevidas e suspeita de organização criminosa.
Segundo os investigadores, o objetivo das buscas é reunir novos elementos de prova para aprofundar o caso.
Veja vídeo da discussão:

