quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Governo de MT recua e anuncia aquisição definitiva da Santa Casa de Cuiabá

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Da Redação

O Governo de Mato Grosso recuou da decisão de desocupar a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e confirmou, nesta quarta-feira (11), que manterá a gestão estadual na unidade. Mais do que a permanência, o governador Mauro Mendes (União) anunciou que o Estado apresentará uma proposta para a aquisição definitiva do prédio.

A mudança de planos ocorreu após estudos técnicos apontarem a impossibilidade de transferir todos os atendimentos para o novo Hospital Central ou para o Hospital de Câncer de Mato Grosso.

“Vamos apresentar uma proposta para a aquisição definitiva da Santa Casa e definir quais outros serviços serão ofertados no local”, afirmou o governador, ressaltando que a prioridade é não deixar a população desassistida.

O entrave na migração de serviços

Originalmente, o Estado planejava entregar o prédio à Justiça do Trabalho assim que o Hospital Central entrasse em operação. No entanto, serviços essenciais como oncologia e hemodiálise não encontraram vazão na rede existente.

De acordo com o Executivo, o Hospital de Câncer não possui estrutura para absorver a demanda atual da Santa Casa. Diante da necessidade de manter essas duas especialidades, a equipe técnica concluiu que a compra do imóvel seria a única saída viável, uma vez que manter apenas serviços isolados em um prédio histórico — que exige manutenção complexa e custosa — seria economicamente ineficiente.

Impasse financeiro e histórico

A Santa Casa está sob gestão estadual desde 2019, após uma crise financeira que levou ao fechamento da unidade. Desde então, o prédio foi a leilão pela Justiça do Trabalho para quitar R$ 48 milhões em dívidas trabalhistas com ex-funcionários, mas não houve lances vencedores.

Tentativas anteriores de venda e parcerias com a Assembleia Legislativa e a Prefeitura de Cuiabá também não avançaram:

  • Leilões: Terminaram sem interessados.

  • Ofertas privadas: Empresas de saúde chegaram a oferecer entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, valores considerados insuficientes pela Justiça.

  • Destinação do recurso: O montante da venda será integralmente utilizado para pagar os direitos dos trabalhadores que aguardam há anos pelo acerto.

Com a entrada do Governo na disputa pela compra, a expectativa é que o imbróglio jurídico e social em torno do hospital seja finalmente resolvido.

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