Rayan Borges
A cúpula nacional do Republicanos subiu o tom nas negociações políticas e impôs uma condição clara para fechar aliança com o presidenciável Flávio Bolsonaro: o PL terá que retirar candidaturas ao governo em quatro estados, incluindo Mato Grosso. A informação de bastidor foi revelada inicialmente pela coluna de Igor Gadelha, no portal Metrópoles.
No cenário mato-grossense, o movimento mexe diretamente com o xadrez eleitoral. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que buscará a reeleição, vem trabalhando intensamente nos bastidores para atrair o PL para sua base. O grande obstáculo, contudo, é a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL), que atualmente lidera as pesquisas de intenção de voto.
Embora o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, venha gravando vídeos públicos para garantir a candidatura de Wellington ao Palácio Paiaguás, a pressão do partido comandado informalmente pelo governador paulista Tarcísio de Freitas mudou as regras do jogo.
Pressão em outros estados
Mato Grosso não é o único nó a ser desatado nessa negociação. O Republicanos exige o recuo do PL em outras três praças estratégicas:
Minas Gerais: O caso mais complexo. O Republicanos quer o apoio de Flávio Bolsonaro à candidatura do senador Cleitinho, enquanto o PL cogita caminhar com o atual governador Matheus Simões (PSD).
Espírito Santo: A legenda busca consolidar o apoio em torno do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.
Acre: O Republicanos planeja lançar o senador Alan Rick ao governo estadual e exige caminho livre da ala bolsonarista.

