sábado, 8 de agosto de 2026

Maluf é rifado da vice de Wellington Fagundes e dispara: “Falta de palavra e de respeito”

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Rayan Borges

O empresário Marcelo Maluf (Novo) criticou duramente o senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), nesta sexta-feira (7), após ser comunicado de que foi retirado da disputa como candidato a vice-governador na chapa. Em nota oficial, Maluf acusou o parlamentar e o PL de descumprirem um acordo político formalizado entre os partidos e afirmou que o episódio reflete uma profunda “falta de respeito”.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor”, reagiu Maluf, questionando a capacidade do rival em honrar compromissos com o eleitorado mato-grossense.

Apesar de ter sido aprovado na convenção do partido Novo, o nome de Maluf foi omitido da ata enviada pelo PL ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). A confirmação da troca veio do próprio Wellington. Segundo o empresário, a aliança havia mobilizado apoiadores e estruturado estratégias que acabaram descartadas por “conveniência política”.

Impasse e bastidores da vice

Mesmo com o desgaste e a reação contundente do ex-vice, o Novo permanece, até o momento, na coligação encabeçada por Wellington Fagundes — que também conta com o MDB.

Nos bastidores, a composição da chapa segue indefinida. O médico Alencar Farina (PL) foi registrado provisoriamente na vaga de vice, mas interlocutores partidários confirmam que as negociações continuam em andamento para a definição do nome definitivo.

Nota na Íntegra:

“NOTA À IMPRENSA

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios — o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice. Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento. Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

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