terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ilde Taques diz ter recebido buscas do Gaeco com tranquilidade e nega ligação com fraude em VG

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Rayan Borges

O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito no último dia 6 de outubro como futuro presidente da Câmara de Cuiabá, afirmou ter recebido com tranquilidade o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, na manhã desta terça-feira (20). A medida fez parte da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE).

Ilde foi eleito por unanimidade pelos 27 parlamentares para comandar o Legislativo cuiabano no biênio 2027/2028.

Em nota divulgada à imprensa, o parlamentar afirmou ter colaborado integralmente com as autoridades e ressaltou que nenhum elemento que o vincule a atividades ilícitas foi encontrado durante a inspeção. Ele explicou que ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo, o que o impede de detalhar o teor da apuração, mas negou veementemente qualquer participação em articulações políticas ilegais na disputa da Câmara vizinha.

O vereador reforçou que permanece à disposição do Judiciário para eventuais esclarecimentos, enfatizou a importância da transparência das informações públicas à sociedade e garantiu que manterá sua rotina parlamentar sem interrupções.

Entenda a Operação Cathedra Venalis

A operação do Gaeco investiga suspeitas de fraudes, corrupção, cooptação de agentes públicos e atuação de organização criminosa com foco na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Ao todo, a ação mobiliza agentes no cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão — domiciliar, pessoal e veicular — nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. O foco da operação atinge 15 parlamentares, sendo 13 de Várzea Grande e dois da capital.

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