Por Jean Barros
Os bastidores da Câmara Municipal de Cuiabá pegaram fogo e o que antes era tratado em sussurros nos gabinetes agora se transformou em uma guerra aberta pelo poder. A disputa pela presidência da Mesa Diretora da Casa de Leis ganhou contornos dramáticos nos últimos dias, redesenhando alianças e forçando os principais atores políticos a moverem suas peças em um tabuleiro de alta pressão.
A votação oficial está marcada para o dia 25 de agosto, mas o xeque-mate que definirá o futuro do Legislativo cuiabano está sendo desenhado agora.
O Recuo Estratégico de Dilemário Alencar
O primeiro grande estopim dessa nova fase da disputa foi o recuo do vereador Dilemário Alencar. Conhecido por sua postura combativa, o parlamentar entregou o cargo e abriu mão do protagonismo direto na chapa. O movimento, longe de ser uma rendição, é visto por analistas como um recuo estratégico para viabilizar novas composições e oxigenar o bloco que tenta consolidar a liderança da Casa.
A Caçada de Paula Calil pelo 18º Voto
No centro das articulações mais intensas está a vereadora Paula Calil. Demonstrando forte capacidade de liderança e trânsito político, Calil trabalha incansavelmente nos bastidores para fechar a conta da vitória. O foco absoluto de sua articulação agora é o decisivo 18º voto — o número mágico que garante a maioria absoluta e consolida a vitória de seu grupo. Cada conversa, promessa de espaço e aliança programática está sendo pesada na balança.
Ilde Taques: A Terceira Via que Corre por Fora
Enquanto os holofotes se dividem, o vereador Ilde Taques surge como o elemento imprevisível do cenário. Correndo por fora, Taques adota uma estratégia de aglutinação, conseguindo unir setores da oposição e parlamentares insatisfeitos com os rumos das duas principais forças. Sua candidatura ganha corpo como uma alternativa viável de pacificação e independência para o Legislativo.

