sexta-feira, 12 de junho de 2026

Wellington Fagundes nega recuo e diz que rumores buscam desestabilizar pré-candidatura ao Governo

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Rayan Borges

O senador Wellington Fagundes (PL) utilizou a tribuna do Senado, nesta quarta-feira (10), para reafirmar categoricamente sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso. O pronunciamento foi uma resposta indireta às especulações de bastidores — endossadas publicamente horas antes pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) — de que o liberal poderia recuar ou ser retirado da disputa eleitoral de 2026 por interferência da executiva nacional do partido.

A manifestação de Wellington ocorreu após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) reclamar em plenário que a imprensa mineira estaria divulgando falsas desistências sobre o seu nome. Ao endossar o colega, Fagundes apontou que enfrenta o mesmo cenário em Mato Grosso e atribuiu os boatos à estratégia de adversários.

“No Mato Grosso é a mesma coisa. Eu estou sempre apontando todas as pesquisas como o primeiro lugar, e a mesma forma que os nossos adversários utilizam é tentar desestabilizar. O importante, eu acho, é pedir a Deus realmente que nos dê energia, força, porque o nosso trabalho é um sacerdócio, é servir à população. Fique firme, nós vamos nos encontrar”, declarou o senador.

Os bastidores e a pressão de Botelho

Mais cedo, em conversa com a imprensa, Eduardo Botelho havia revelado que o MDB decidiu frear o avanço das discussões sobre alianças estaduais para aguardar as definições da Executiva Nacional do PL em Brasília. Segundo o emedebista, há rumores consistentes de que o comando do PL pode intervir na candidatura de Fagundes para acomodar o partido na chapa governista.

“O quadro nacional vai acabar influenciando aqui. Pela conversa que tem de bastidores, é muito forte de que pode sim o senador Wellington desistir ou retirarem ele. Nunca conversei com ele, nunca conversei com ninguém no PL, mas essas são as conversas”, afirmou Botelho, justificando o porquê de nada ter sido fechado ainda entre MDB e PL.

A fala de Botelho expõe a movimentação do grupo político liderado pelo ex-governador Mauro Mendes (União) e pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) — que buscará a reeleição. O objetivo dos governistas é atrair o PL para o arco de alianças da chapa majoritária.

Além disso, Botelho revelou que lideranças tentam convencer a deputada estadual Janaina Riva (MDB) a recuar de sua pré-candidatura ao Senado para compor o projeto como candidata a vice-governadora.

Fogo amigo e falta de consenso no PL

A pressão sobre Wellington Fagundes não vem apenas de fora. Na semana passada, o próprio senador já havia admitido ao MidiaNews que vinha sofrendo pressões para recuar, citando investidas que começaram ainda em abril de 2025, durante um ato nacional da direita com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Dentro do PL mato-grossense, o nome do senador está longe de ser consenso:

  • José Medeiros: O deputado federal e pré-candidato ao Senado já declarou publicamente que Fagundes não deveria disputar o Governo.

  • Abilio Brunini: O prefeito de Cuiabá adota uma postura de neutralidade, afirmando que “tanto faz” a vitória de Wellington ou de Pivetta.

  • Prefeitos do PL: Flávia Moretti (Várzea Grande) e Cláudio Ferreira (Rondonópolis) já manifestaram publicamente preferência e simpatia pelo projeto de reeleição de Otaviano Pivetta, isolando ainda mais a pré-candidatura do senador de seu próprio partido no estado.

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